Empresas investem em treinamento mas só 3% dos projetos medem o impacto no negócio.
Treinar equipes já faz parte do orçamento da maioria das empresas no Brasil. Mostrar o que esse investimento muda na operação, porém, ainda é exceção. Segundo o Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026, da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), 89% das companhias participantes têm verba anual definida para a área, com investimento médio de R$ 1.199 por colaborador. Apenas 3% dos projetos, no entanto, são avaliados pelo impacto no negócio, e 1% pelo retorno sobre o investimento.
Segundo Eduardo Mitelman, CEO e cofundador da DNA Educação, o problema começa antes do curso. “A maioria dos treinamentos nasce de um tema, não de uma meta. Nós começamos pela pergunta de negócio: qual indicador precisa mudar e o que, no dia a dia das pessoas, impede essa mudança. Só depois decidimos conteúdo e formato”, afirma.
Uma equipe comercial pode precisar reduzir erros em propostas. Uma operação de atendimento pode precisar resolver demandas com menos retrabalho. Em cada caso, o indicador acompanhado é diferente, e o programa é desenhado a partir de como o trabalho é feito de fato, e não de um catálogo de cursos.
O segundo desafio é fazer o aprendizado chegar a quem precisa, na hora em que precisa. “Pensamos sempre no colaborador numa sexta-feira, às 17h, com um problema real para resolver antes de ir embora. Se o que ele aprendeu não estiver ao alcance dele nesse momento, em poucos minutos, o treinamento não serviu ao negócio”, diz Mitelman.
Fonte: RH Pra Você, 16/10/2026.
